Fortnite, temido pelos pais e adorado pelas crianças

Olá Pais e Mães conectados, tudo bem?



Cada vez mais nossa rede de pais e mães dos Filhos Conectados aumenta. Estamos juntos unindo nossas forças para que nossos filhos façam bom uso da Internet. Isso é sensacional. Recomende-nos aos seus amigos e familiares: www.filhosconectados.com.br



#juntosomosfortes



Devido aos comentários que recebemos de mães e pais mencionando dúvidas sobre deixar os filhos jogarem FORTNITE, resolvemos dedicar o P R - Filhos Conectados de hoje a isso.



O jogo mundialmente conhecido (FORTNITE), foi lançado em 2017 pela empresa Epic Games, tem estilo visual de um desenho animado e tem por objetivo que jogadores que competem entre si sobrevivam a uma arena onde ocorrem tiroteios. O jogo é uma mistura de Minecraft e um jogo de tiros.



O jogo virou uma febre entre crianças de 8 a 12 anos,mas prestem atenção: .o fabricante do jogo indica a classificação indicativa de 13 anos de idade para jogar!!



É isso mesmo que você leu, o queridinho das crianças de 8 a 12 anos é recomendado para crianças acima de 13 anos!



Dai a pergunta que não quer calar: O jogo é violento? SIM!!! O jogo apresenta duas versões, a Save the World e o Battle Royale, com diferentes níveis de violência, mas a ideia do jogo é a mesma, matar opositores e sobreviver para ganhar.



Um ponto muito crítico e preocupante do jogo é interação entre jogares. O jogo permite que os jogadores conversem em chats, o que pode representar um perigo muito grande, pois nunca sabemos quem está do outro lado, o que vai falar e se irá tentar algum contato além do jogo com nossos filhos. Além disso, os microfones ficam abertos o tempo todo, inclusive é possível ouvir até os sons da casa e conversas paralelas de pessoas que estejam perto da criança que está jogando. ;-(



Importante comentar que o jogo é pago, mas possui uma versão skin básica para quem não quer ou não tem condições financeiras de arcar com os custos da customização do personagem. Recentemente, verificou-se que os jogadores que usam a versão skin básica estavam sofrendo xingamentos e ofensas dos jogadores pagadores. Acreditam nisso????!! OMG! Por isso, a empresa está fazendo campanha de combate ao cyberbullying durante o jogo.



Diante de tudo isso que mencionei, vocês devem estar chocados e só vendo o lado negativo do jogo, não é? Hummm! Mas devo alertá-los que já vi publicamente professores, pesquisadores e psicólogos mencionando o lado positivo do jogo, dizendo que o jogo faz os jogadores desenvolverem estratégias de liderança e de administração de problemas, estimulam a criatividade, aprendem sobre responsabilidade compartilhada, desenvolvem habilidades sociais e cívicas por terem que respeitar as regras do jogo, estimulam o gerenciamento de tempo e há quem diga que ajuda a exercitar a concentração e atenção.



Vejam que aquele aparente cenário super negativo de violência e mortes premiando aquele que sobreviver depois de ter matado outro jogadores, para alguns não é tão ruim assim e, ao contrário, pode ser até positivo para crianças e adolescentes.



Se diante desses dois lados apresentados vocês pais e mães estavam hesitantes, vou colocar mais pimenta nessa conversa e deixar a situação mais polêmica ainda.



Se avaliarmos a situação sob o ponto de vista dos nossos filhos, diante do cenário de que tem um volume imenso de crianças jogando o Fortnite e para ser mais exata quase todos os amiguinhos de seus filhos devem jogar, ao proibirmos o jogo, nossos filhos simplesmente serão os excluídos, ficarão de fora das rodadas de jogos, dos comentários nas rodas de conversa na escola, e poderão até jogar escondido na casa dos amigos, etc.



Você pensa que a vida das crianças e adolescentes é fácil????



Isso não quer dizer que estou estimulando vocês pais a permitir ou proibir, mas não podemos deixar de contextualizar a situação como ela é, e temos sempre que analisar as consequências de nossas permissões ou proibições aos nossos filhos.



Também não posso deixar de comentar que há especialistas em jogos online que defendem a tese de que jogar online, mesmo em jogos de brigas, mortes e violência, não necessariamente estimula uma criança a ser violenta ou a praticar atos de vandalismo e violência ao próximo. Mas na contramão, há outros especialistas que abominam a exposição a jogos violentos, afirmando piamente que isso influencia e muito no comportamento e desenvolvimento das crianças e adolescentes.



Então, diante desses dilemas e tantos posicionamentos antagônicos, o que quero deixar claro aqui é que vocês pais tem que saber um pouco mais de informações sobre quais são os jogos que seus filhos jogam, como eles funcionam, se há ou não interação com estranhos, ou seja, prever riscos e perigos, para daí fazer uma avaliação sobre deixar ou não jogar. Isso é uma decisão de cada família, pois como vimos há muitas variáveis nisso tudo.



Espero não ter deixado vocês confusos com esses comentários, mas sim bem esclarecidos sobre essa questão.



Abs e até o próximo P R - Filhos Conectados






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